GAMES 4U
 
17/05/2018

Redação Games4U

Opinião: Ni No Kuni II é o melhor RPG japonês da atualidade

MMORPG, RPG, PS4, PC 

Tenho um grande carinho pelo primeiro Ni no Kuni. Lançado para PS3 em 2013, o jogo desenvolvido pela Level 5 me encantou profundamente com seus personagens cativantes, suas batalhas no estilo Pokémon e seu visual deslumbrante, fruto de uma parceria com o Studio Ghibli responsável por grandes animações orientais, como A Viagem de Chihiro e Vidas ao Vento.

Resgatar esta magia em uma continuação não era uma tarefa fácil, principalmente sem a parceria com a Ghibli, mas a Level 5 não apenas se provou apta ao desafio, como também mostrou um nível de ousadia impressionante ao desenvolver uma continuação que prefere investir em novas ideias do que apenas replicar o que foi feito anteriormente.

O resultado é Ni No Kuni II: Revenant Kingdom, um jogo que pode até manter o mesmo clima e a estética que conhecemos ao acompanhar a trajetória do jovem Oliver, há cinco anos, porém, traz uma estrutura e proposta muito diferente do título que jogamos na geração passada.

O game se passa centenas de anos depois dos acontecimentos de Ni no Kuni: Wrath of the White Witch, no qual assumimos o papel de Evan, o príncipe e futuro governante do reino de Ding Dong Dell. Após a morte de seu pai, o garoto é deposto em um golpe de estado e obrigado a fugir às pressas daquele que um dia foi seu amado lar, embarcando em uma aventura onde o objetivo é criar uma nova nação onde todos possam viver felizes para sempre.

Apesar do “felizes para sempre” parecer meio piegas para algumas pessoas, ele reflete muito bem o espírito de Ni no Kuni II, que se apresenta como uma aventura épica, mas também carregada de uma leveza contagiante, apesar de um pouco infantil. O game se apresenta como uma grande fábula, deixando de lado tramas intrincadas e complexas para narrar a jornada de um jovem que busca realizar seus sonhos e que, ao longo de sua aventura, acaba conhecendo companheiros que vão ajudá-lo a conquistar seus objetivos.

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom

Redação Games4U

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom

É uma estrutura narrativa que já é muito popular dos animes e RPGs japoneses, e que aqui segue o estilo curto e grosso, sem grandes reviravoltas ou complicações desnecessárias, em uma história que tem um objetivo muito claro e onde existem os “mocinhos” e os “vilões”.

Trata-se de uma mudança de ares muito bem-vinda para quem gosta de RPGs, afinal após tantos anos jogando games com plots obscuros e cheios de violência, nos quais somos forçados a tomar decisões morais intrincadas e que terão grande impacto no decorrer da aventura, é divertido entrar em uma jornada mais “simples”, na qual um jovem idealista quer “apenas” salvar o mundo e ajudar as pessoas.

A história do título contagia e deve agradar quem de RPGs mais clássicos e animes heroicos como One Piece e Naruto, com seus personagens carismáticos e de personalidade forte. Combine isso a um visual encantador, que mantém o estilo artístico tão conhecido dos Studios Gibli como seus personagens de feições expressivas e traços arredondados, além de mundos vastos e que trazem um visual sempre carregado de cores fortes , e temos um game visualmente deslumbrante e que combina perfeitamente com sua proposta de ser uma grande fábula.

Basta olhar para Ni No Kuni para ficarmos interessados em conhecer aquele mundo tão bonito e colorido, mas o game não fica apenas na imagem, fazendo um ótimo papel ao apresentar seu universo ao jogador, que passa a conhecer reinos que além de visualmente encantadores, trazem culturas curiosas e divertidas, como um reino onde todas as decisões são tomadas baseadas em uma jogada de dados.

Mas apesar de a história interessante e do mundo convidativo, existem dois fatores que tornam Ni no Kuni II em um título muito divertido de ser jogado. O primeiro deles é o combate, elemento que considero um dos pontos mais fortes e, ao mesmo tempo, mais fraco do primeiro jogo da série. Embora fosse divertido colocar nossos “monstrinhos” no campo de batalha, os embates do primeiro jogo eram cheios de etapas, como mostrar o ambiente e inimigos antes do confronto, até apresentar todas as pontuações ganhas após as batalhas, o que gerava um excesso de burocracia que tornava os embates cansativos ao longo do game.

Agora os combates acontecem em tempo real e cheios de dinamismo. Não existe enrolação pois, assim que entramos nas batalhas, o game apenas nos dá um tempinho para vermos os inimigos e já nos solta em campo para que possamos enfrentar aquele desafio da forma que quisermos.

Esses são os Higgledies

E existem diversas possibilidades de encararmos nossos inimigos, afinal, além dos integrantes do nosso grupo, podemos contar também com os Higgledies, pequenos seres, que concedem vantagens passivas e ativas durante as batalhas e que seguem nossos heróis aos montes.

Imagine seu grupo formado de três pessoas, mais três grupos de Higgledies (cada um com pelo menos três integrantes) e mais uma equipe de inimigos, todos batalhando ao mesmo tempo. Agora você começou a ter uma ideia da bagunça que são os confrontos, embora diga isso no melhor dos sentidos, pois apesar da aparente confusão de termos diversos elementos interagindo ao mesmo tempo, existe uma ordem muito clara no caos presente nas batalhas, já que cada elemento está ali cumprindo um papel e a melhor parte é que eles não dependem necessariamente uns dos outros.

Podemos simplesmente deixar nossos companheiros enfrentando algum inimigo, enquanto lidamos com os nossos, porém também podemos ajudá-los a enfrentar seus adversários, desenvolvendo batalhas em grupos, enquanto ficamos de olho se nossos Higgledies estão prontos para um ataque especial o que às vezes rende cenas inusitadas, como quando os pequenos seres se transformam em um canhão para alvejar nossos inimigos.

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom

Redação Games4U

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom

Existe uma variedade de oportunidades a serem exploradas a cada combate, que acabam tão rápido quando começam, o que ajuda para que continuemos interessados a enfrentar nossos inimigos ao longo do jogo, seja para explorar novas possibilidades ou apenas para poder participar daquele caos delicioso mais uma vez.

Outro elemento importante é que temos um reino para cuidar. Para realizarmos o desejo de Evan, temos que construir e evoluir o seu reino, em um divertido sistema de personalização e gerenciamento de itens, que traz vantagens reais ao jogo.

Assim, estamos sempre utilizando nossos recursos para ampliar nossa nação, seja construindo um novo edifício ou buscando súditos que possam se unir a nossa causa, pois cada novo elemento adicionado ao nosso reino traz vantagens, como a fabricação e compra de itens até o aprendizado de novas habilidades. Um sistema simples e divertido, que não exige grandes estratégias por parte do jogador, mas que é muito recompensador e nos mantém interessados em continuar a ver nosso reino crescer cada vez mais, não só porque existe um sentimento de gratificação ao vermos nossa nação crescer cada vez mais, mas porque fazer isso se torna realmente útil em nossa aventura.

E este é o principal acerto de Ni No Kuni: o de trazer tantos elementos divertidos em sua jogabilidade e de fazer com que todos eles se complementem, fazendo com que o jogador nunca tenha que fazer a mesma coisa por muito tempo. Assim, enquanto avançamos pela aventura principal, sempre encontramos um tempinho para travar batalhas com nosso grupo ou entre exércitos, buscar súditos para nosso reino, embarcar em missões paralelas ou exploramos novas áreas do nosso reino sempre em construção.

É claro que nem todos os elementos funcionam maravilhosamente bem, como as batalhas entre exércitos (que cansam depois de um tempo), mas nenhum deles oferece uma experiência chata ou descartável o que faz com que aos poucos exploremos todas as possibilidades que o jogo tem a oferecer.

Ao trazer tantos elementos novos e ainda assim resgatar aspectos clássicos dos RPGs japoneses, o game consegue trazer o melhor dos dois mundos, sendo uma das melhores experiências que tivemos nos últimos anos em RPGs japoneses.

(Rafael Barbosa)

 

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