GAMES 4U
 
24/02/2018

Redação Games4U

Analisamos cada detalhe de Kingdom Come: Deliverance

RPG, Xbox One, PS4, PC 

O investimento de Deep Silver nesse lançamento foi alto e o projeto é realmente bem ambicioso: um mundo aberto ambientado na Idade Média, com precisão histórica dos acontecimentos e um sistema que faz todas as suas escolhas e diálogos influenciarem no andamento da história. O visual é estonteante, os personagens são complexos, mas nem tudo saiu como esperado. Ainda assim, Kingdom Come: Deliverance é sem dúvida um dos grandes lançamentos deste semestre.

Assim que começamos a rodar o jogo (testamos a versão para PlayStation 4), é impossível não se incomodar com a demora para que ele carregue. As telas de loading são algumas das mais longas que já enfrentamos, superando até as de Just Cause 3, de 2015, que eram um verdadeiro pesadelo. Passado o teste de paciência do loading, entramos no jogo propriamente dito e as coisas enfim começam a mudar.

As primeiras duas ou três horas de jogo são tranquilas, ou melhor, são tranquilas até demais. Suas missões iniciais se limitam a comprar cerveja pro pai, jogar cocô na casa de um desafeto (é, você leu isso mesmo), flertar com a gatinha do vilarejo e tentar não arrumar confusão com os guardas do lugar. Quando você começa a se entediar com a vida do protagonista Henry, um misterioso exército inimigo ataca o lugar, destrói tudo e mata todos que você ama. Ó vida, ó azar, aqui tudo começa a mudar!

Confesso que esse ataque inimigo deixa a gente irritadíssimo (mérito para os  desenvolvedores do jogo!), querendo pegar uma espada e sair em busca de vingança. Mas a coisa não é tão simples e começamos a entrar numa trama complexa que envolve política, guerras e vinganças sangrentas.

Essa mudança de rumo da história é o momento em que o RPG convencional vira um RPG de ação. Nesse sentido, é delicioso curtir o clima medieval histórico do jogo, que não apela gratuitamente para dragões, dungeons, anões mágicos ou feitiços poderosos. O enredo é historicamente preciso e você precisa responder por seus atos. Se você ficar muito tempo sem comer, vai ficar fraco e, se tentar roubar comida, vai ser preso. E tem mais: se comer algo estragado, vai passar mal. Sério! Tudo aqui tem consequência, inclusive as coisas que você diz para outras pessoas. Tudo influencia o rumo da história. E isso é lindo!

Kingdom Come: Deliverance (gameplay)

Redação Games4U

Kingdom Come: Deliverance (gameplay)

Na verdade, são esses pequenos detalhes que nos fazem mergulhar na história e criar uma enorme empatia com Henry. Você precisa ser responsável com a reputação do protagonista, porque beber demais acaba em vexame e em ressaca, enquanto ser pego roubando pode acabar com uma ficha criminal enorme. E cada um desses detalhes impacta diretamente no desenrolar da história.

Dito tudo isso, é preciso reconhecer que Kingdom Come: Deliverance é brilhantemente ambicioso e envolvente. Mas isso tem um preço. O jogo é muito pesado para rodar e tem mais bugs do que o normal. Alguns bugs são engraçados, mas outros atrapalham o andamento da ação, como diálogos que se repetem e não se resolvem ou situações em que um NPC (personagem não jogável) trava e você não consegue sair da ação. Nessas horas tem que reiniciar o jogo e temos relatos que jogadores da versão PC tiveram até que reiniciar o computador nessas travadas. Na versão do PlayStation 4 que testamos esse problema extremo não ocorreu.

Outro detalhe que incomoda é que nem sempre o protagonista reage em um embate com a velocidade que deveria. Se você está acostumado com um Assassin’s Creed ou um Far Cry, nas quais a resposta dos golpes é bem precisa e rápida, vai certamente estranhar muito até pegar os macetes para sobreviver aos ataques inimigos. Se for um ataque em grupo, então, a coisa se complica ainda mais.

Kingdom Come: Deliverance (Bohemia)

Redação Games4U

Kingdom Come: Deliverance (Bohemia)

No geral, Kingdom Come: Deliverance é um jogo visualmente belíssimo, mas que nem sempre corresponde às expectativas quanto à efetividade dos combates. No entanto, considerando que foi um trabalho independente hercúleo do estúdio tcheco Warhorse, o resultado foi surpreendente, com jeitão de game padrão AAA.

Ah, e para conhecer um pouco mais dos bastidores de Kingdom Come: Deliverance, confira nossa entrevista exclusiva com o tcheco Tobi Stolz-Zwilling, manager da equipe que produziu o jogo.

(Fernando Souza Filho)

 

 

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