GAMES 4U
 
29/09/2019

Redação Games4U

Violência zero: 6 games contemplativos sem tiro nem morte

Puzzle, Educativo, Xbox One, PS4, PC, Nintendo Switch 

Contemplar é uma arte. É como um estado meditativo. Observar com os olhos atentos ao que acontece ao seu redor. Se deixar entrar no que se vê, e que isso entre em você. Nessa troca silenciosa há sempre algo para filosofar.

Jogos contemplativos se baseiam nessa arte, construindo ambientações, narrativas e trilhas sonoras imersivas para oferecer sempre uma mensagem profunda que geralmente aborda temas da existência humana, que se faz subjetiva a partir da experiência de cada jogador.

Até por isso abrem mão da jogabilidade desafiadora, mecânicas complexas, narrações ou histórias longas a serem concluídas. E focam especialmente em recursos visuais e poéticos, onde a jornada sempre evoca algum sentimento.

Sendo assim, aqui vai uma lista para você se divertir enquanto aprende sobre reconstrução, finitude, companheirismo, além de apreciar o meio do caminho em vez de se preocupar com o fim e… como aplicar a contemplação na vida.

 

GRIS
(2018, Nintendo Switch, PC, iOS)

A jornada lúdica de Gris através de um universo feminino que se encontra aos pedaços propõe uma reconstrução, feita de maneira solitária pelo interior da protagonista. Com seu vestido, a jovem resolve quebras cabeças e reúne estrelas que formam constelações para abrir novos caminhos e passagens que dão acesso aos diferentes cômodos do seu interior.

Enfrentando criaturas perigosas, que aparecem como fantasmas do passado e sentimentos ruins, a protagonista não os encara em modo de batalha, mas como superações que atingem novos e mais coloridos caminhos à jornada.

O jogo é um lembrete de auto cuidado e amor próprio em meio aos eventos que podem fragmentar o mundo feminino ao longo da jornada de qualquer mulher.

 

FAR: LONE SAILS
(2018, PC, PS4, Xbox One, Nintendo Switchc)

Ambientado em um mundo pós-apocalíptico, que apenas sugere o que foi a humanidade, nossa única companhia é um tipo de barco terrestre, o vento e uma vasta paisagem erma. Basicamente, é preciso seguir em frente coletando recursos para manter o veículo andando.

Sem identidade revelada do protagonista, o que magnetiza é a curiosidade sobre o que se encontrará adiante: quem sou eu? Vou encontrar alguém pelo caminho? Onde essa caminhada vai me levar?

Não subestime esse jogo aparentemente simples, pois ele trás um final inesquecível que nos ensina a dar valor à jornada, e não apenas ao ponto de chegada.

 

JOURNEY
(2012, PC, iOS, PS3, PS4)

Aqui se inicia uma nova jornada. Sem destino predeterminado ou bússola, é preciso seguir o instinto e as fitas brilhantes e caminhar pelo infinito deserto enfrentando as tempestades de areia cortantes. Um outro jogador peregrino eventualmente aparece, dando a opção de agregá-lo ou não à caminhada.

A paisagem desértica e os sons emitidos por si só constroem um cenário imersivo de reflexão praticamente involuntária. Journey é uma trajetória sensorial, que nos deixa com uma sensação de deslumbramento, e que se faz significativo de maneira particular para cada um.

 

ORCHIDS TO DUSK
(2015, PC)

O protagonista acaba de pousar em um planeta alienígena. Desesperado, ele não tem nada mais do que um suprimento de oxigênio acabando, longas paisagens remotas e melodias da trilha sonora. Restam apenas alguns minutos de vida, e o que há para ser feito diante deste cenário? Aqui se tem a poética da morte, cuja experiência não deve ser estragada com muitos comentários. 

 

NEVER ALONE
(2014, PC, Xbox One, PS4)

Jogo de plataforma desenvolvido entre o estúdio E-Line Media e mais de 40 nativos do Alasca, que colaboraram com a construção da narrativa e criação de ilustrações e design. O enredo conta histórias tradicionais dos Iñupat, comunidade indígena que habita uma parte inóspita ao norte do Alasca.

Acompanhamos uma jovem Iñupiat e sua raposa companheira, que tem a capacidade de entrar em contato com os espíritos antigos que protegem a região. A missão principal é descobrir o mistério que ronda uma grande nevasca que assola sua tribo.

Este jogo compartilha os valores repassados através de lendas pelos nativos, um mecanismo sensacional que as civilizações desenvolveram ao longo dos séculos para perpetuar suas marcas na história da humanidade.

 

EVERYTHING
(2017, PC, PS4, Nintendo Switch)

Baseado em palestras do filósofo Alan Watts feitas entre 1965 e 1971, o jogo explora suas concepções filosóficas acerca da existência. A proposta é traçar uma jornada de vida na Terra, começando como uma pequena partícula no Universo e tomando alguma forma aleatória.

Enquanto se caminha em solo terrestre, áudios das palestras de Watts surgem para lançar um tema, que será exemplificado pelos outros elementos do ambiente que interagimos. Eles compartilham reflexões sobre o sentido da vida, o que forma nosso verdadeiro “eu”, altruísmo e como a existência é efêmera como uma bola de gelo e mais valiosa que a imortalidade.

Ele é genial especialmente em permitir que a gente encarne múltiplas formas como microrganismos, pedras, árvores e animais pequenos e grandes para podermos ver o mundo sob as mais diversas perspectivas.

“Eu quero que Everything faça as pessoas se sentirem melhor por estarem vivas. Não como uma fuga ou distração, ou uma frustração arbitrária, mas como algo que te faria sair e ver o mundo sob uma nova perspectiva.”, diz David O’Reilly, criador do jogo.

(Raque Rapini, do site GEEKNESS)

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