GAMES 4U
 
15/07/2019

Redação Games4U

Propaganda em NBA é resposta à guerra contra microtransações

E-Sports, Esportes, Multiplayer, iOS, Xbox One, PS4, PC, Nintendo Switch, Android 

Foi-se o tempo em que as produtoras de videogames acumulavam dinheiro somente com a venda de seus jogos. Com o advento dos “loot boxes”, ou microtransações, o faturamento com os games vai além, com diversas modalidades de vendas dentro dos games. Sejam os baús de Counter-Strike ou os pacotes do modo Ultimate Team, as produtoras encontraram uma maneira de lucrar com itens vistos na atualidade como “apostas” na busca por itens diferenciados dentro dos jogos.

Essa percepção de aposta, já que ao comprar um item na microtransação você não tem a certeza, mas apenas uma probabilidade dos itens que receberá, fez com que alguns governos de países entrassem em ação para barra sua existência.

Os governos da Bélgica e da Holanda já são contra as microtransações e proibiram sua existência em seus países. Há um projeto em andamento no senado norte-americano para que os EUA também não permitam os loot boxes. Entre os games afetados estão títulos da Blizzard como Overwatch, Forza MotorSport (Microsoft), Counter-Strike (Valve) e FIFA (EA Sports).

Com a “guerra” contra as microtransações, as produtoras estão diante de algo que cortará uma fonte polpuda de renda. Caso não consiga barra essa onda contras os loot boxes, uma espécie de “plano B” começa a “bater uma bolinha” nas quadras de NBA 2K.

A publicidade, indiretamente, faz parte nos games. Nos simuladores esportivos em especial, a reprodução de anunciantes faz parte da recriação do real no mundo virtual. Assim, vemos aos anunciantes nas camisas dos times em Pro-Evolution Soccer e FIFA, na carenagem dos carros em F1 (Codemasters), nos estádios de Madden e assim por diante.

A 2K Sports resolveu então, colocar em seu NBA 2K, dar um passo adiante. Assim como os intervalos comerciais da TV, o jogo de basquete exibe antes das partidas, quando o jogo está sendo carregado, anúncios publicitários avulsos, que não possuem qualquer ligação – a não ser com o bolso da produtora.

Publicidade estar em todo lugar, mas o que tem motivado as reclamações de diversos jogadores em redes sociais e fóruns é impossibilidade de se evitar essas publicidades, ou mesmo “pular” as propagandas. Assim, quando o comercial começa, o jogador sofre da mesma maneira que Alex DeLarge, de Laranja Mecânica, e é submetido forçosamente ao “método Ludovico” proposto pela 2K Sports a seus comerciais.

Assim como disse o pai de quatro crianças inglesas que gastaram o dinheiro da família em pacotes de FIFA, os “jogadores já pagaram pelo game (nos EUA por volta de U$ 60 e no Brasil algo na casa dos R$ 300) e ainda sim tem que pagar para ter os melhores itens” ou mesmo assistir publicidade obrigatória.

Diferente do que é visto nos games para dispositivos móveis gratuitos, que são mantidos justamente pela publicidade que faz parte de seu escopo, a publicidade obrigatória surge como uma fonte de renda, ainda mais com a ameaça aos loot boxes.

Resta saber se 2K Sports manterá a obrigatoriedade das publicidades em seus game e se as demais produtoras seguirão o exemplo de uma modalidade que já nasce mal vista pelos jogadores.

(Ricardo Caetano / ESPN Brasil)

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