GAMES 4U
 
10/03/2019

Redação Games4U

Apex Legends faz equipes correrem para investir em streamers

MMO, Tiro, E-Sports, Multiplayer, Xbox One, PS4, PC 

Justin “Teenage” Phipps pensou que sua ‘carreira’ com battle royales havia chegado ao fim. Horas de jogo em H1Z1, Fortnite e PlayerUnkown’s Battlegrounds não deram em nada. Até Overwatch, onde ele alcançou o topo do ranking como Widowmaker, falhou em satisfazê-lo por muito tempo. Então, Teenage instalou e abriu Apex Legends.

“É algo novo”, disse Teenage. “Apareceram tantos battle royales nos últimos tempos que eu estava cético em relação a jogar Apex. Eu testei o game com alguns amigos e realmente gostei dele. Eu não jogava um título que eu realmente gostei de jogar por horas há tempos. E então eu vi o lado competitivo, o quanto o jogo estava crescendo. Tive que apostar nele”.

Teenage não foi o único. Desde o lançamento surpresa de Apex em 4 de fevereiro, mais de 50 milhões de jogadores pularam na onda do BR da Respawn, um nível que Fortnite demorou mais de quatro meses para alcançar. A popularidade contagiante rapidamente levou o título ao topo do Twitch com streamers de peso, como Tyler “Ninja” Blevins, Jarys “summit1g” Lazar e Michael “Shroud” Grzesiek (para nomear alguns) jogando por tempo considerável. Dois torneios grandes foram realizados poucos dias depois do lançamento do jogo: outra edição do Code Red do Guy "Dr Disrespect" Beahm e um Twitch Rivals com uma premiação de US$ 200 mil que registrou 8,28 milhões de espectadores no primeiro dia, quebrando o antigo recorde de Fortnite na Twitch desde julho de 2018.

Matt “Nadeshot” Haag, fundador da 100 Thieves

O meteórico início de Apex chamou a atenção das organizações de esports de todo mundo, e não foi diferente com a 100 Thieves. Fundada em 2016 pelo antigo jogador profissional de Call of Duty Matt “Nadeshot” Haag, a 100 Thieves decidiu capitalizar em cima da nova e crescente base de jogadores do título e da esmagadora reação positiva da comunidade ao criar seu próprio time.

Uma chamada no Twitter por jogadores competitivos rendeu mais de 7 mil inscritos, dos quais a 100 Thieves escolheu três: Connor “Gigz” White, Isiaih “Lifted” Slowik e Teenage.

"Recebi ofertas de outras organizações, mas a escolha foi óbvia para mim”, afirmou Teenage ao entrar na 100 Thieves. “Penso que eles são uma das maiores organizações, uma das minhas preferidas que eu gostaria de fazer parte. É bem diferente dos outros times de esports que eu já vi, com uma vibe da Costa Leste bem nova e da hora”.

Para Teenage, um jovem de 24 anos de Chicago, sua parceria com a 100 Thieves ofereceu a ele a chance de recomeçar a carreira nos esports que havia estagnado no ano passado com o fim da Pro League de H1Z1. Teenage se mudou para Las Vegas por vontade própria no início de 2018 para competir na liga que teve um triste destino. Ele já havia perdido o entusiasmo de tentar se manter no competitivo de H1Z1, mas quando anunciaram salários de mais de US$ 50 mil para os jogadores, a oportunidade era muito boa para ser negada. Infelizmente, a participação de Teenage na Obey Alliance terminou cedo quando a organização saiu da liga quando o salário prometido não apareceu.

Enquanto a Pro League de H1Z1 sumia, Teenage participou das semanas finais do Fortnite Summer Skirmish, chegando a ganhar US$ 5 mil nas finais da PAX West em sua cidade natal. Mas a questão pesada da aleatoriedade no jogo acabou estragando o interesse de Teenage por Fortnite. Ele queria jogar algo onde habilidade, não sorte, fosse o fator decisivo.

“A diferença entre Apex e muito outros battle royales é a mínima questão da aleatoriedade”, cravou Teenage. “Não é como se houvesse armas poderosas que você precisa procurar por 10 a 15 minutos. O jogo é bem recompensador, no qual se você tem uma mira melhor que outro jogador, mesmo que ele tenha mais equipamento até certo ponto, você ainda ganha a troca”.

Gigz é mais liberal nos elogios a Apex. Um proeminente streamer de Destiny, Gigz tanto era um grande fã de Titanfall, o jogo de tiro em primeira pessoa e multi-jogador que compartilha o universo de Apex. Quando ele ouviu que a Respawn estava fazendo um battle royale de Titanfall, Gigz já estava rendido.

“O movimento rápido, a jogabilidade das armas, é tudo muito fluido”, afirmou Gigz. “Eu amo o ritmo do jogo, o quão rápido ele é. Você pode participar de uma partida que dura apenas nove minutos. O sistema de loot é bom, o sistema de sinalização é incrível, as habilidades de todas as diferentes lendas são realmente únicas e realmente adicionam algo à jogabilidade de uma ótima maneira”.

Enquanto Apex foi elogiado por suas habilidades específicas das lendas, a eficácia delas em um ambiente realmente competitivo ainda precisa ser testada. Atualmente, o meta gira em torno do trio Bangalore-Wraith-Lifeline que não tem comparação, oferecendo sustentabilidade, utilidade e mobilidade em volta de hitboxes menores do que a média.

Não há incentivos para se jogar com uma lenda como Gibraltar, que possui habilidades tediosas e um hitbox mais de duas vezes maior que o da Wraith. É possível imaginar que usam lendas maiores, mas por que começar em desvantagem se você tem opções melhores?

Ainda assim, o meta é uma preocupação relativamente menor quando comparado com a questão aberta de qual formato o competitivo de Apex vai utilizar. Será que a Respawn e a Electronic Arts vão escolher um circuito como Fortnite, ou uma liga parecida com a de Call of Duty e Overwatch? Até agora, as empresas não se pronunciaram sobre, postando planos que focam em passes de batalha e mudanças de jogabilidade ao invés de falar sobre esports. É uma decisão inteligente considerando o quanto o fracasso da Pro League de H1Z1 dizimou sua base de jogadores, o que por sua vez diminuiu a melhoria de sua jogabilidade. A Respawn parece ter aprendido a lição certa: Não é possível ter uma cena de esports próspera sem um jogo próspero.

Enquanto a ideia de uma turnê no estilo Fortnite agrada Gigz, Teenage preferiria um sistema de liga. Depois que ele foi traumatizado por H1Z1, é fácil entender o desejo dele por uma estabilidade implicada por uma liga.

“O Fortnite é muito estressante”, comenta Teenage “Você não sabe quando o próximo torneio vai acontecer até cinco dias antes de ele começar. E então te avisam que ele é do outro lado do país, e o sistema de convidados terá como base em sei-lá-o-quê. É muito incerto”.

Ele continua: “Marcar quantas partidas serão realizadas durante a semana, acho que é o único jeito de se lidar com um battle royale. É difícil jogar um título desse gênero e disputar quatro jogos que determinam quem é o melhor jogador. Eu acho que os battle royales estão se tornando mais consistentes. Você não pode esperar ganhar todas as partidas”.

Eric Sanders, responsável pelas operações de esports da 100 Thieves, Eric Sanders, head of esports operations for 100 Thieves, deu sua opinião sobre as duas potenciais direções a serem seguidas.

“Eu adoraria um sistema competitivo aberto que decide os melhores jogadores para uma competição de alto nível”, escreveu Sanders em um e-mail para a ESPN. “Enquanto o sistema de franquias oferece mais segurança às organizações envolvidas, eu adoro ver times e jogadores subir a uma competição de alto nível estritamente por seu desempenho competitivo”.

(Se o vídeo não abrir, clique AQUI)

Ao contratar Gigz, Teenage e Lifted, a 100 Thieves está entre as primeiras organizações a montar um trio de Apex. O fato de terem feito isso sem um ecossistema definido de esports posto em prática mostra as intenções iniciais da organização: ligar sua marca que cria novas tendências ao jogo que está na boca de todo mundo. O mais importante é que a 100 Thieves foi a primeira a abrir a porta e está pronta para qualquer ideia de esports para o jogo que for se tornar realidade. Por agora, ter streamer talentosos transmitindo um jogo divertido com a logo da organização em destaque é o suficiente.

O trio da 100 Thieves não treinou junto ainda por dificuldades em marcar horários por outros compromissos - apesar de Teenage e Lifted já terem uma sinergia de sua época jogando H1Z1 pela Ober Alliance -, mas todos se mantiveram ocupados. Depois de um mês jogando Apex, as 41 eliminações de Teenage em uma única partida continua sendo o recorde mundial, enquanto Lifted está na 11ª colocação no ranking global de eliminações.

Mesmo assim, sua maior dúvida como um time ainda precisa ser respondida: Quem jogada como Wraith? “Todos jogamos com a Wraith como personagem principal”, admitiu Gigz. “Então é meio estranho. Vamos ter que pensar em algo”.

(ESPN Brasil)

 

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