Homefront: Revolution

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Homefront

Homefront: Revolution

ficha técnica

Poucos jogos nos deixam com a sensação de habitarmos um mundo completamente inseguro quanto Homefront. Nem Call of Duty conseguiu isso. A questão é que em Call of Duty você assume sempre um batalhão extremamente preparado e pronto para enfrentar vilões. Em Homefront, os protagonistas são revolucionários que sofrem nas mãos da opressora Coreia do Norte. O perigo está em qualquer canto, tudo é questão de vida e morte.

Se o primeiro jogo não empolgou tanto quanto a maioria dos jogadores esperavam, Homefront: Revolution promete mais substância. A começar pela história. O jogo assume a trama dois anos depois de onde o antecessor parou, em um futuro distópico (em 2029), quando os Estados Unidos sucumbiram nas mãos da Grande República da Coreia - uma versão ampliada da Coreia do Norte. Se é difícil imaginar uma situação geopoliticamente absurda dessas, o jogo prepara mais surpresas para os jogadores acostumados com outros jogos de tiro.

Você é um reles novato da Resistência americana e precisa enfrentar soldados bem equipados e prontos para matar. Enquanto os americanos venceram em estados do Oeste - principalmente Havaí e Alasca -, os coreanos pegaram pesado para capturar o Leste e a Nova Inglaterra. E seu grupo da Resistência deve retomar a Filadélfia, uma região estratégica cheia de coreanos, uma patrulha extremamente violenta.

Você está em uma guerra pela retomada dos Estados Unidos, mas evite heroísmos desnecessários, é a mensagem sádica do gameplay. Se aventurar sozinho em áreas inimigas sem dominar completamente técnicas furtivas é garantia de derrotas e mortes vergonhosas. O inimigo aqui realmente parece um país tirano e invasor e isso é uma má notícia para os fãs de games estilo Rambo. Há uma estratégia clara nisso tudo, com ritmo de batalhas, digamos, mais realista. Cada ataque deve ser sumariamente planejado e com um tempo correto: atire e se esconda.

O mundo é aberto, o que garante diversão e exploração, mesmo que grande parte do ambiente seja uma região devastada pela guerra. O ambiente é importante no âmago do game: saber o momento de atacar, se esconder com habilidade e recuar para um ambiente seguro. As mecânicas do jogo estão completamente contra você. Se outros soldados virem você assassinando um deles, uma penca de reforços chegará. Para piorar, os coreanos possuem a vantagem da tecnologia, utilizando robôs, drones e helicópteros da pesada contra os integrantes da Resistência, o que dificulta ainda mais em sua rotina de conquistar territórios.

Por outro lado, os soldados revolucionários possuem uma moto e um carro de controle remoto explosivo para limpar patrulhas. É um jogo de caçador e caça que traz em seu conceito detalhes e mecânicas interessantes, sobre o clima e os riscos reais de estar em uma área dominada por inimigos em um ambiente aberto e não puramente linear ou roteirizado.

Em sua rotina como soldado, você verá os ainda mais sofredores: a população. Eles vivem em favelas, embaixo de pontes e se submetem a empregos e funções humilhantes. Ter um mundo imersivo em todos os seus detalhes foi um dos principais desafios do game, segundo a produtora.

Nome Homefront: Revolution
Data de lançamento 08 de Novembro de 2017
Console Xbox One, PS4, PC
Gênero: Tiro, Ação 
Número de jogadores:
Duração estimada:
Desenvolvedor: Dambuster
Distribuidor: Deep Silver
Idioma EN PT